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Insegurança que afeta a economia

Insegurança, segundo o dicionário Aurélio é: “Condição, particularidade ou característica do que é inseguro. Acometido por um sentimento de desamparo; sensação de não se estar seguro e/ou protegido”. A insegurança não é só um problema de autoestima ou desemparo emocional, tornou se um problema social. Com um olhar panorâmico podemos perceber o impacto na vida econômica de cada cidadão. O valor que se investe no seguro de veículos, seguros para casa e investimento em sistemas de segurança, com o aumento de subsídios dispensados com segurança, o trabalhador sente o seu orçamento cada vez mais apertado.


É oportuno destacar o setor de transportes, setor que faz o abastecimento, ou a interface entre indústria e consumidor em seus vários processos, seja ele varejo ou e-commerce, seja consumo ou insumo, como o mais prejudicado entre todos os setores da economia com a insegurança. No setor de transportes o prejuízo somente com o roubo de cargas chega a mais de R$1 bilhão por ano. Em 2016, esse valor chegou a R$ 1,3 bilhão em cerca de 20 mil ocorrências. Em 2018, de acordo com as estimativas da NTC&Logística, o número de sinistros cresceu até 7%. Os dados corroboram com a publicação do site NOVAREJO, onde se apresenta os dados da Firjan, o estudo afirma que o roubo de cargas cresceu 86% no país nos últimos anos. (Ventura, 2016)



Esse problema impacta diretamente o consumidor final, uma vez que a transportadora é obrigada a ampliar seus investimentos em processos, na conscientização do time da operação (investimento de tempo com treinamento), em apólices de seguro, escolta armada e sistemas de rastreamento de carga, o aumento do preço do frete é inevitável.


As cargas mais visadas são as de alto valor agregado e de fácil repasse, como eletroeletrônicos, farmacêuticos, cigarros, alimentos e vestuários. A C&A, que possuí três centros de distribuição no Brasil, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, criou um departamento de gerenciamento logístico para tentar coibir os roubos durante o transporte dos CDs para as lojas. Luís Carlos Martão, gerente sênior de Operações Logísticas da C&A, disse que a medida foi necessária para diminuir os prejuízos constantes com os desvios das cargas durante a distribuição. “A nossa imagem junto aos clientes também ficava muito desgastada. Nós fazemos uma escala de viagens pensando nos motoristas. Monitoramos todo o embarque e a viagem, assim cumprimos o nosso PGR – Planejamento de Gerenciamento de Risco”, explicou Martão. “Nós também mapeamos as áreas de risco e criamos rotas alternativas. Deixando o nosso motorista mais seguro e nosso cliente satisfeito”. (Transpodata, 2018)


O estudo da Fundação Dom Cabral (FDC) mostrou que no último ano, os gastos extras com segurança e investimentos em tecnologia de monitoramento dos veículos e das cargas tiveram impacto significativo no aumento do custo logístico para os embarcadores, os donos da carga. Segundo a pesquisa, o transporte rodoviário representou 75,9% da movimentação de mercadorias no Brasil e as despesas com logística passaram de 11,73% do faturamento das empresas em 2015 para 12,37% no ano passado, e isso gerou um gasto de R$ 15,5 bilhões. O levantamento foi feito com 130 empresas que detém cerca de 15% do PIB.


Por Thimóteo Costa, Executivo de Vendas.


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